Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

Características do Cidadão do Céu

Sl 15:1-5

Introdução:
A Igreja do Senhor é estrangeira aqui nessa terra, nosso objectivo, é um dia morar no céu com o Senhor e tornarmo-nos cidadãos do céu. Porém, não se obtém a cidadania celestial sem primeiro apresentarmos os requisitos necessários.

As qualificações requeridas para obter a cidadania do céu são muito mais elevadas.

No Salmo 15 encontramos preciosas lições sobre o carácter do verdadeiro cidadão do céu.

I – A Pergunta de Davi – v. 1 COMPROMISSO COM DEUS

Davi, certamente observou a santidade de Deus e começou a formular algumas perguntas a si próprio, Com esta pergunta o salmista obteve mais que uma resposta para si mesmo. Obteve uma revelação das qualidades necessárias a todos os que querem ir para o céu.

a) Quem habitará no teu tabernáculo?

Davi conhecia o tabernáculo terrestre, que fora construído no deserto. Era um lugar santo. Aí, manifestava-se a presença de Deus.

Davi também sabia da existência de um tabernáculo melhor, eterno, nos céus. Mas queria saber quem seriam seus habitantes.

Perguntas semelhantes feitas No Novo Testamento:

· O Jovem rico: Como obter a vida eterna? (Lc.18.18)

· O carcereiro de Filipos: O que é necessário fazer para me salvar? (At.16.30).

b) Quem morará no teu santo Monte?

-         Em Israel havia muitas cidades e aldeias. Entretanto, era um privilégio morar no Monte Sião (Jerusalém). Cidade dos príncipes.

-         No tempo de Neemias, só 10% dos hebreus tiveram o privilégio de morar em Jerusalém. Foram abençoados os que passaram a residir ali (Nee.11.1,2)

-         Jerusalém é uma figura da Igreja Triunfante - Os crentes fiéis estarão para sempre na Nova Jerusalém (Apoc.21. 2,3).

II – A Resposta de Deus - v.2

a)         A partir do versículo 2 encontramos 11 características que identificam o carácter do verdadeiro cidadão do céu.

b)         Sendo duas em relação a Deus e nove em relação aos homens.

c)         Note que apenas duas características envolvem o homem e Deus, porém são NOVE as características que envolvem o homem com o homem.

d)         Isto serve para mostrar a certos crentes que pensam que devem apenas se relacionar bem com Deus e o seu próximo não conta.

a)     Qualificações diante de Deus (2 a)

I - COMPROMISSO NO ANDAR, Anda em sinceridade. Sl 15:2 (a)

a)         Esta é uma qualidade do verdadeiro cidadão do céu, demonstrada, primordialmente, diante do Pai Celeste que ama a sinceridade no mais íntimo. Sl 51:6

No hebraico a palavra “integridade” é tamim, significando que o indivíduo íntegro, sem cera ou verniz, Que exprime só o que sente e pensa, Que não falta às promessas que faz, Fiel; franco; delicado, aé aquele que diz o que faz e faz o que diz. Tg 2:12

b)         Em Gn.17.1 Deus ordenou a Abraão : “...anda na minha presença e sê perfeito”. Isso equivale a ser íntegro diante do Senhor.

c)         A sinceridade é uma qualidade de quem se expressa sem intenção de enganar, não faz o papel de um comerciante I Pe 2:1

d)         O cristão deve enaltecer a Deus através de um viver autêntico e verdadeiro.

e)         Íntegro na vida espiritual

f)           Íntegro na vida moral

g)         Integro na vida física

h)          Vemos a sinceridade como requisito básico para se entrar na morada de Deus. Sendo assim o crente deve todos os dias de sua vida cultivar esta qualidade sabendo que de Deus receberá a aprovação como no caso de Jó, onde o próprio Deus dele testemunhou dizendo por duas vezes a Satanás: observaste tu a meu servo Jó? Por que ninguém há na terra semelhante ele, homem sincero, (Jó 1.8; 2:3).

i)           Vemos, portanto, que Deus não está alheio ou indiferente com relação ao nosso andar.

j)           Antes de tudo nos observa esperando poder também testemunhar a nosso próprio respeito para Satanás e para o mundo dizendo: Observaste tu a meu servo? Homem sincero...

k)         Há recompensa para os sinceros, sua recompensa: salvação Sl 7:10; 32:11; 37:37; 49:14; 64:10; 97:11; 112:4; Escudo Pv 2:7,21; 10:9; 14:11; 28:6; Galardão Eterno Ap 22:12

 

1) Pratica a justiça. Sl 15:2b

a)         A justiça emana de Deus. O crente só consegue viver bem diante do senhor, se tiver a justiça divina.

b)         No texto lido a justiça entra como segundo requisito para se entrar no reino de Deus.

c)         A sinceridade por si só é de muito valor, mas não é tudo, pois é perfeitamente possível ser sincero sem no entanto ser justo (Gn 20;3-7).

d)         Vemos nas escrituras o exemplo do patriarca Noé. Ele era varão justo e recto diante de Deus, por isto escapou do dilúvio tendo o seu nome na Bíblia Sagrada e nos anais da história como testemunho vivo e modelo exemplar para sua posteridade.

e)         O próprio Deus testemunhou dele reconhecendo a sua justiça dizendo-lhe: “Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei visto justo diante de mim nesta geração” (Gn 7:1).

f)           A nossa justiça deve exceder a dos escribas e fariseus (Mt 5:20).

g)         Eles se mostravam belos por fora, mas por dentro estavam cheios de rapina e maldade (Lc 11:39).

h)         A justiça do cristão não deve ser apenas aparente e superficial mas uma marca profunda impregnada em todo o seu andar.

i)           Noé foi um exemplo de homem que praticou a justiça e a rectidão (Gên.6.9): “Estas são as gerações de Noé. Era homem justo e perfeito em suas gerações, e andava com Deus.”

j)           Davi orava a Deus pedindo para ser guiado na sua justiça: “guia-me nas veredas da justiça” Sal.23.3b.

k)         Jesus nos exorta a buscar em primeiro lugar “o reino de Deus e a sua justiça” Mat. 6.33 a)

l)           Não podemos fazer justiça segundo a nossa vontade. Mesmo que sejamos injustiçados, nosso dever é confiar em Deus e deixar tudo em suas mãos.

m)       A Bíblia diz que a vingança pertence ao Senhor, o justo juiz. Rm 12:19

Mat.5.6: “Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque eles serão fartos”. Quem é a Justiça? De que modo expressamos a justiça em nosso viver diário? Jer. Compare com Jr.5:1,5; Sl.119:142,172; Is.51:6)

- O estado espiritual do crente durante toda a sua vida dependerá da sua fome e sede da presença de Deus Dt.4.29.

Essas são as qualificações do verdadeiro cidadão do céu diante de Deus nosso Senhor. Cumprindo essas características, aí então vêm mais nove em relação aos homens.
b) Qualificações diante dos Homens

Estas qualificações referem-se ao comportamento, ou conduta ética, do cidadão dos céus diante dos homens, sejam estes salvos ou não.

-         Aqui podemos fazer uma auto-avaliação. É nessa hora que vamos por em prática os versículos (28 e 31 de 1Cor.11) Devemos julgar-nos a nós mesmos.

2)     II - COMPROMISSO NA PALAVRA fala a verdade (verazmente) (Pv 15:2b )

a)         O cidadão do céu chegou a essa condição porque um dia, creu na verdade (Jo.8.32).

b)         A Bíblia diz que toda palavra frívola que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo (Mt 12:36). A expressão frívola significa fútil, leviano, volúvel. O cristão deve portanto dispensar total cuidado com a palavra que sai de sua boca, procurando observar três princípios de suma importância. São eles:

c) Falar a verdade

d)         E fala verazmente segundo o seu coração (Sl 15:2c)

e)         Nós vivemos em um mundo cheio de mentiras e enganos. Foi-se o tempo em que podíamos cultivar a confiança mútua na certeza de que não nos decepcionaríamos.

f)           Não obstante a tudo isto o cristão deve procurar sobressair-se como pessoa íntegra e verdadeira. Falar a verdade portanto deve ser uma prática de todos os dias mesmo sob pena de qualquer perda, ou prejuízo ou mesmo de morte João Baptista.

g)         A verdade deve ser como um colar precioso no pescoço do cristão.

h)         A Bíblia nos recomenda: “Pelo que deixai a mentira e falai a verdade cada um com seu próximo” Ef 4:25).

i)           Deus é verdadeiro e importa que sejamos verdadeiros também. A mentira procede de Satanás que é o pai da mentira (Jo. 8.44).

j)           O cidadão do céu fala a verdade, porque é filho de Deus

k)         O mentiroso é filho do Diabo (Jo.8.44

l)           Conselho para os que desejam tornar-se cidadãos do céu (Ef.4.25)

m)      Não existe meia verdade. Uma meia verdade é uma mentira I Jo.2.21

n)         O destino do mentiroso é o inferno Ap 22.15

3) Não difama o próximo (Sl. 15:3 a)

a)         Difamar vem do latim (diffamare), significando “tirar a boa fama ou o crédito”; falar mal de alguém.

b)         Isto é um crime! O cidadão do céu não deve agir dessa maneira. Êx 20:16.

c)         A expressão difamar é o mesmo que caluniar. Significa acusar alguém de algum facto considerado criminoso, sem que a mesma tenha praticado tal coisa. Em outras palavras difamar com a língua é levantar falso testemunho contra o seu próximo, contrariando assim o mandamento de Deus que diz: “Não admitirás falso rumor e não porás a tua mão para seres testemunha falsa” (Ex 23:1).

d)         A Bíblia chama de insensato aquele que difama o seu próximo Pv 10.18b.

e)         Se não puder falar bem do seu próximo, não fale mal. Tg.4.11,12) Esse versículo é daqueles dos quais a gente não consegue se lembrar.

Ilust. Geralmente nas casas dos irmãos vimos alguns quadros na parede com frases bonitas. (até aqui nos ajudou o Senhor; Eu e a minha casa servimos ao Senhor...etc. Eu nunca vi um quadro com a seguinte frase (nem na minha casa tem um assim): “Aqui não se fala mal dos irmãos, ora-se por eles”. Talvez a partir de agora a gente tente encontrar um assim....

4) Não faz mal ao próximo (Sl 15:3b)

a)      Fazer mal é próprio dos malignos, dos ímpios que “não dormem, se não fizerem o mal, e foge deles o sono se não fizerem tropeçar alguém” (Pv.4.16).

b)      O cidadão do céu demonstra, em todos os aspectos de sua vida, cultivar a benignidade, qualidade daquele que só faz o bem.

c)      Fazer o mal, no texto, tem um sentido amplo:

d)      · refere-se a qualquer tipo de atitude que venha a prejudicar o próximo em qualquer circunstância, moral, social, espiritual e físico; Quem faz o mal colherá o fruto do que anda semeando (Gál.6.7).

e)      Quando indagado sobre o que fazer para entrar no reino de Deus, Jesus disse ao doutor da lei: “Que está escrito na lei? O qual respondeu: amarás ao Senhor teu Deus de todo o coração… e ao teu próximo como a ti mesmo. (Lc 10.25-27).

f)        Vemos pois o amor em evidência como sendo uma prerrogativa para se entrar no santo templo do Senhor.

g)      O amor não faz mal ao seu próximo Antes auxilia, ajuda, socorre. Rm 13: 9

h)      A Bíblia diz que os que lavram iniquidade e semeiam o mal ceifam isso mesmo Jó 4.8. não podemos portanto fazer mal ao nosso próximo sob pena de colhermos infortúnios.

 

6) Não aceita afronta contra o seu próximo (3c)

a)         Afronta quer dizer ofensa, humilhação de forma agressiva de uma pessoa contra outra.

b)         O cidadão do céu é capaz de suportar a afronta contra si mesmo, demonstrando o fruto do Espírito (longanimidade), mas não aceita nenhuma afronta contra seu próximo.

c)         O espírito de fofoca não pode existir no meio dos crentes em Jesus. O disse que disse é instrumento utilizado pelo Diabo para semear a intriga e a discórdia entre os irmãos.

7) Despreza o réprobo (4 a)

a)         Réprobo é sinónimo de reprovado, perverso, mal. O cidadão do céu não pode aprovar, por acção ou omissão, o comportamento dos ímpios. Ef 5:10,15

b) Nosso dever é amá-los, espiritualmente, como Cristo os ama, mas desprezá-los em suas práticas pecaminosas.

c) Neemias, ouvindo o falso convite de Sambalate, Tobias e Gésem, logo os desprezou: “Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer” (Nee.6.2,3); II Tim.3:8.

8) Honra aos que temem a Deus (4b)

Os que temem a Deus, de modo geral, estão entre os que são considerados “como lixo deste mundo e como a escória de todos” I Cor.4.23 compare com Ap 14:7.

Deste modo, só quem está em condições de honrar aos que temem a Deus são os verdadeiros cidadãos do céu.

-         Os pais crentes devem amar e respeitar seus filhos

-         Os filhos devem honrar a seus pais

-         O marido deve honrar a sua esposa

-         A esposa deve honrar a seu marido

-         Os fiéis devem honrar os pastores

-         Os pastores devem honrar aos fiéis

9) COMPROMISSO NOS NEGÓCIOS, Cumpre seus compromissos (Pv 15:4c)

a)         O texto do Salmo diz: “aquele que, mesmo que jure com dano seu, não muda”.

b)         No Antigo Testamento, as pessoas faziam juramento diante de contratos e acordos.

c)         A Bíblia nos admoesta dizendo que nosso falar deve ser sim, sim, não, não. Advertindo-nos posteriormente que o que passa disso é de procedência maligna (Mt 5:37).

d)         A palavra do cristão deve ser temperada com sal. O servo de Deus deve portanto dispensar todo o cuidado com a palavra que sai da sua boca. Não jurando nem pelo céu nem pela terra nem fazendo qualquer outro juramento para que não caia em condenação (Tg 5.12). Além do que, deve sustentar sua palavra nos compromissos firmados, demonstrando respeito e admiração para com os de fora, honrando a Deus através dos seus compromissos. Há crente que diz que paga e não paga, que vai e não vai, que falha nos horários pré-estabelecidos, sendo impontuais, não cumprem acordos firmados, escandalizando assim o evangelho de Cristo porém a palavra de Deus nos determina a não mudar a palavra mesmo com prejuízo próprio Sl 15:4(c).

e)         No Novo Testamento, vemos que Jesus nos ensinou a não jurar nem pelo céu nem pela terra Mat 5:34.

f)           Jesus nos ensinou a sermos íntegros no cumprimento da palavra. Sim, sim; não, não. O que passa disso é de procedência maligna Mat 5:37.

g)         Uma pessoa que se diz ser cristã e compra e não paga. Pede dinheiro emprestado, prometendo pagar tal dia e, depois fica evitando o credor, não é cidadão do céu. Que Deus guarde a Igreja desse tipo de gente.

10) Não empresta dinheiro com usura Pv 15:5 (a)

a)         Pedir dinheiro emprestado não é coisa boa Pv 22:7. Às vezes, porém, certas circunstâncias obrigam o crente a fazê-lo.

b)         Se tivermos condições de ajudar alguém, concedendo-lhe um empréstimo, devemos fazê-lo de modo cristão e compassivo Sal. 37:25,26

c)         A palavra usura significa lucro exagerado, avareza. O senhor nos adverte que aquele que empresta com usura e recebe além do normal em termos de lucro não viverá mas certamente morrerá Ez 18:13.

d)         A avareza é como pecado de idolatria pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência Cl 3:5.

e)         Usura é sinónimo de agiotagem que se define como sendo a prática de empréstimos a juros exorbitantes com vistas a lucros excessivos.

f)           O cristão autêntico não se dá a esta prática pecaminosa, antes empresta sem esperar receber de volta (Lc 6:34).

g)         Porém se desejamos um caminho ainda mais excelente aos olhos de Deus o melhor mesmo é dar do que emprestar pois nos diz a Bíblia : “O ímpio toma emprestado e não paga, mas o justo se compadece e dá” (Sl. 37:21).

h)         O apóstolo Paulo recomenda: “Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas...” I Ts. 4.6).

i)           Vemos através deste texto que Deus faz justiça e executa juízo sobre aqueles que são infiéis nos negócios firmados. É imprescindível que em seus compromissos o servo do Senhor observe alguns princípios básicos:

11) Não aceita suborno (Pv 15:5b)

Suborno quer dizer peita, corrupção.

a)         Subornar é dar dinheiro ou outros valores para conseguir alguma coisa oposta à moral e aos princípios cristãos, quem assim procede está debaixo da maldição. Dt 27:25.

b)         Em outras palavras é o mesmo que atrair com engano, aliciar para mal fim. O discípulo de Jesus não pode se deixar levar pelo lucro fácil corrompendo-se. Antes deve primar por uma conduta impecável. O Senhor nos adverte: “Não tomarás suborno, porquanto o suborno cega os olhos dos sábios e perverte as palavras dos justos” (Dt 16:19c).

c)         Sendo assim o suborno é uma obstrução a execução da justiça. Deus chama de rebelde e companheiro de ladrões àqueles que amam o suborno (Is 1:23).

d)         O cristão não deve portanto nem aceitar subornos, nem subornar ainda que isto signifique perdas económicas em função da justiça aplicada sobre si.

e)         O cidadão do céu jamais aceita tal prática seja contra o culpado e muito menos contra o inocente.

f)           No Antigo Testamento o suborno era condenado com rigor (Is.5.23,24; Eze.22.12-15

g)         No mundo sem Deus, a prática do suborno é quase sempre uma regra. Mas, como cidadãos do céu, devemos condenar esta prática.

 

III - A Promessa ao Cidadão do Céu (5b)

a)         Seis palavras apenas são usadas no final do salmo, para descrever o galardão do verdadeiro cidadão do céu: “quem faz isto nunca será abalado” Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor...(Mat.7.21)

b)         Ser cidadão do céu, ao mesmo tempo em que se é cidadão da terra, não é coisa fácil.

c)         Contudo, conhecendo as qualidades do verdadeiro cidadão do céu devemos esforçar-nos pedindo ao Senhor nosso Deus que nos ajude.

 

 

CONCLUSÃO

 

publicado por PASTOR MATOS às 17:54
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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

AS OITO BEM-AVENTURANÇAS

Mt 5:1-12

 

Int: Um monte anónimo, à beira do mar da galileia, é para com a Nova Aliança o que o monte Sinai era para com a Antiga Aliança. Mas notemos o grande contraste:

o povo de Deus no monte Sinai chegou "ao fogo palpável e ardente, à escuridão, e às trevas, e à tempestade, e ao clamor de trombetas". Hb. 12:18,19. Ao contrário o povo da Nova Aliança chegou, não a um tremendo deserto (Dt. 1:19), mas a uma ladeira verdejante em uma região habitada. O Senhor desceu sobre o monte Sinai em fogo, do qual a fumaça subiu como de uma fornalha, enquanto todo o monte tremia. Mas o Senhor Jesus subiu a um monte e assentou-se para falar face a face com Seu povo. Enquanto no monte Sinai, até um animal que tocasse no monte seria apedrejado e as palavras eram tais que o povo suplicou que não lhe falasse mais, os recém-convertidos subiram o monte, na Galiléia, e aproximaram-se de Jesus para ouvir as Suas palavras de graça.

 

I)                 BEM-AVENTURADOS OS POBRES OU HUMILDES DE ESPÍRITO. V 3

 

a)               Como é que conhecemos essa expressão na linguagem popular? "Ah, aquele é um pobre de espírito, tradução: "aquele é um ignorante"; é assim, porque quem inventou essa expressão popular, não sabe o que é espírito. O homem é corpo, alma e espírito.

b)               No espírito é que entendemos as coisas de Deus, porém o homem nasce com o espírito morto, separado de Deus. A obra de crer em Jesus, é justamente nascer de novo em espírito, receber um novo espírito, agora habitado pelo Espírito Santo. Ez 36:26; 11:19, Jo 3:3

c)                Então, quando Jesus diz: bem-aventurados os pobres ou humildes de espírito", está falando do espírito mesmo, do nosso espírito, não é desvantagem económica ou ignorância, mas falência espiritual. Sl 51:17

d)               Olhemos para o éden, a que de Adão e Eva Gn 3:1-15

e)                 Quem se considera pobre de espírito, quando ouve o que Jesus Cristo fala muda de vida, considera seus ensinos e pratica-os. Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. Mt 3:3; Lc 6:46:47

f)                 Em outras palavras: "é tempo de acordar, e ver onde tudo está errado, arrependamo-nos do que temos vivido até agora, mudem de vida, mudem de rumo. bem-aventurados os que sabem que neles não há recursos; é isso que significa, não há recurso, se humilhem diante dessa verdade, reconheçam. É para esses o reino dos céus.

g)               Nem queria dizer que os que se mostram medrosos em servir ao Senhor serão felizes; somos filhos de Deus e devemos comportar-nos varonilmente. I Jo 3:2

h)               Nem queria dizer que aqueles "pobres de espírito" como os dez espias (Núm. 13:28-33) são bem-aventurados. E ainda não queria sugerir que o reino dos céus é para aqueles que tem o espírito dos que escondem seu talento, Mt 25:24-30.

Reconhecer a verdadeira pobreza de espírito é a primeira das graças. Os filósofos não consideravam a humildade uma virtude moral; Cristo colocou-a em primeiro lugar. Aqueles que querem construir alto, devem. Começar baixo. Os grandes, com aparente grandeza de espírito recebem a homenagem dos reinos da terra. Mas as almas humildes, mansas e submissas recebem a glória do reino dos céus.

 

 

II)             BEM-AVENTURADOS OS QUE CHORAM. V 4 (a)

 

a)                A ideia popular é que os bem-aventurados são os que não tem qualquer motivo para chorar.

b)               Mas todos que choram são felizes? É claro que não. A tristeza do mundo produz morte. II Cor. 7:10.

c)                O inferno será repleto de choro e ranger de dentes, Mt 8:12. O choro de que Jesus falou não é o que vem: (1) de desânimo e queixa; (2) das aflições; (3) de interesses ou compaixão própria; (4) do castigo devido por causa de pecado cometido, Is 6:5,6 nem de remorsos no caso de Saul e David, Judas e Pedro e os que choram os pecados dos outros Rm 9:1-3

d)               Para Tais pessoas, virá o tempo em que Deus lhes enxugara dos olhos toda a lágrima Ap 21:4

e)                 É evidente que a segunda bem-aventurança é o complemento da primeira; os que sentem a sua pobreza de espírito, até o ponto de chorá-la, por não alcançarem o padrão de Deus. Mt 6:33 são bem-aventurados.

f)                 Os tais se chamam "os que choram em Sião, Jerusalém casa de Deus", Is. 61:1-3 (Vers. Bras.). Vede Isa. 66:2; 38:5; II Reis 22:19; Sal. 6:6; 39:12; 34:18; 51:17; Sal. 56:8; Joel 2:12, 13; Luc. 7:38; Heb. 5:7.

 

III)          PORQUE ELES SERÃO CONSOLADOS. V 4 (b)

 

a)               Enquanto no riso leviano e vão, o coração é triste, "os que choram em Sião" sentem um gozo escondido e desconhecido pelo mundo. Eles são como o "Homem de dore", acerca de Quem nunca se ouviu que riu, mas diversas vezes que chorou.

b)                Estão munidos contra as muitas tentações que acompanham a alegria leviana e vã e sentem grande gozo e paz no íntimo. Tais serão consolados por fim, num sentido ainda mais maravilhoso, como Lázaro, Luc. 16:25.

c)               Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima", Apoc. 7: 17.

d)               Será o tempo de grande e verdadeiro júbilo, quando os que semearam a semente do reino com muitas lágrimas, levaram as almas para o Salvador, Sal. 126:5, 6. Nesse tempo o Senhor nos dirá: Regozijai-vos com Jerusalém, e alegrai-vos por ela, vós todos os que a amais; enchei-vos por ela de alegria, todos os que por ela pranteastes, Is 66: 10.

 

IV)         BEM-AVENTURADOS OS MANSOS, PORQUE POSSUIRÃO A TERRA V 5

 

a)               A mansidão para com Deus consiste em aceitar todas as Suas providências sem murmurar, sem mostrar mau humor e nem dar lugar a qualquer ato de oposição.

b)               A mansidão é a virtude que oferece paciente gentileza em retribuição ao ódio, ofensa ou hostilidade. É o oposto de orgulho, ira auto-afirmação e vingança. O coração verdadeiramente manso não reage à provocação; paga o mal com o bem. Rm 12:17

c)               O mundo considera o manso um covarde e vacilante; alma tímida, moralmente débil ante as batalhas da vida. Mansidão, porem, não é fraqueza; é força tornada gentil. Moisés era manso Nm 12:3, mas havia aço na sua estrutura moral, e raios e trovões no seu zelo pelo Senhor Êx 32:19.

d)               O supremo exemplo da mansidão é Cristo. Mt 11:29, mas Ele expulsou os cambistas do templo. Jo 2:12-17

e)               Denunciou a hipocrisia dos fariseus, religiosos, que por fora aparentavam santidade e interiormente eram lobos Mt 23:27; II Tm 3:5

f)                  Para o mundo parece absurdo dizer que os mansos herdarão a terra. Alguns zombam, dizendo: "Sim, o homem manso herdará. mais ou menos dois metros desta terra para sua cova! São os fortes que escapam; os fracos perecem". O mundo diz assim porque esta desviado de Deus. Os homens perderam o domínio sobre a terra (Gn. 1:28; 3:17-19)

g)               Mas os mansos em Cristo herdarão novamente, I Cor. 6:2; Ap. 2:26,

27; 3:21;5:10.

h)               Ele não disse que a conquistaríamos mas que herdaríamos; quem a conquista são os fortes deste mundo, tomam-na pele força, os mansos herdam-na porque a recebem de Deus. I Tm 6:6

 

V)             BEM-AVENTURADOS AQUELES TENDO FOME E TENDO SEDE DA JUSTIÇA, PORQUE ELES SERÃO FARTOS V 6

 

a)               Quer dizer, em palavras claras: Felizes são aqueles que desejam mais ser bons do que comer e beber; mais do que ser ricos, sábios, estimados pelo povo, ou qualquer outra coisa. Têm sede de rectidão, que desejam mais ser piedosos do que ricos ou populares; e almejam tanto serem livres da injustiça quanto um faminto deseja comida.

b)               Tem um alvo bem definido como cristão professo, um carácter conforme a vontade de Deus; buscam primeiramente Seu reino e Sua justiça e receberão tudo que careçam, capo 6:33; Fl 3:8,9

c)               Os súditos do Rei não são justificados por sua própria justiça mas pela justiça que vem dos céus, Rm. 2:16, 17; 9:30; 10:3; Is 64:6.

d)               Nem, se deve pensar que essa justiça é recebida uma vez para sempre. Aqueles que: continuam a sentir fome e sede de justiça continuam a abundar nessa graça. (serão fartos) um bom apetite demonstra vida saudável e normal; é o caminho para o crescimento I Pe 2:2, perde-lo é um sinal de alerta da natureza. Também é o bom apetite uma fonte de prazer. Pv 10:24; 2:3; Is 55:1

e)               Ninguém pode sentir-se farto e continuar a receber. É outro paradoxo das Escrituras que o único meio para continuar a receber a justiça é o de sentir falta dela.

f)                 Lembramo-nos de que o apóstolo Paulo escreveu: "Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal". Não disse: "dos quais eu era o principal, I Tim. 1:15.

g)               Somos pecadores ainda, salvos pela graça; Ef 2:8-10

h)               Avançamos sem ainda termos alcançado, e sem qualquer justiça própria, Fil. 3:14, 1:20

 

VI)         BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS, PORQUE ELES ALCANÇARÃO MISERICÓRDIA. V 7

 

a)               Misericórdia é uma disposição da alma, de ser semelhante a Cristo ao encarar amigos, inimigos, repudiados e pecadores. É uma manifestação da conduta. O misericordioso usa de bondade ao julgar os outros; procura o melhor, não o pior; é lento para condenar, rápido para recomendar. Como o bom samaritano, é prestativo Lc 10:30-37, repudia o ódio e os ressentimentos, e perdoa aos que o ofendem. Cl 3:13; Ef 4:32

b)               Se quiseres que o próximo Use de misericórdia para contigo, deves tratá-lo com a mesma misericórdia, sem tratar com dureza no julgamento. Mt 7:1,2

c)               O crente que guarda profundo ressentimento e se recusa a perdoar o próximo, demonstra não estar em comunhão com Deus. Não reúne, por consequência, condições para receber perdão. Mc 11:25,26; Mt 6:12,14,15.

d)               Está longe da graça de Cristo; Ou o sentido mais próprio dessa bem-aventurança é que se tratarmos o próximo com misericórdia, Deus nos mostrará a mesma misericórdia. Mt 18:21-35; II Pe 1:5.

e)               Se ninguém quer mostrar-se amigável para connosco é evidente que não nos temos mostrado amigáveis também. Se ninguém sorri para mim é porque não tenho sorrido também. Compare Luc. 6:38 com Luc. 6:36,37.

f)                  Ser misericordioso quer dizer ter espírito bondoso e compassivo, pronto a perdoar e livremente e sem censura. Se nos lembrarmos de nossas faltas, de nossos pecados, de nossas fraquezas e de como nós, portanto, carecemos da misericórdia de Deus, torna-se fácil sermos. Misericordiosos, Gál. 6:1-3.

g)                A misericórdia triunfa sobre o julgamento, Ef. 4:32; Colo 3:12, 13; Tg 2:13.

h)               A misericórdia não exige o castigo merecido. Conta-se que certa mãe pediu ao imperador Napoleão que perdoasse a seu filho da sentença de morte. O imperador respondeu que em vista de ser a segunda ofensa, a justiça requeria que o filho morresse. "Não peço justiça, mas sim misericórdia"; disse a mãe. O imperador insistiu: "Mas ele não merece misericórdia". Exclamou a mãe: "Mas não seria misericórdia se ele a merecesse, e peço somente a misericórdia ". O imperador respondeu: "Ora, mostrarei misericórdia" - o filho foi salvo.

 

VII)      BEM-AVENTURADOS OS LIMPOS DE CORAÇÃO, PORQUE ELES VERÃO A DEUS; V 8

a)               Há entre os filhos de Deus um que tenha carácter que o qualifique para ver a Deus? Se há, pode o tal realmente olhar para Aquele que "ninguém jamais viu?" A resposta deve ser que Cristo, no Seu amor, nunca oferece aos homens o que é impossível obter, nunca marca para nós um alvo que não possamos alcançar.

b)               O salmista preocupado por agradar a Deus se interroga Sl 24:1-5; 15  

c)               Limpo da cobiça Mt 5:27,28

d)               Concupiscência da carne I Jo 2:16,17

e)                Ele nos fala acerca do coração limpo porque isto nos é possível; o coração é de muita importância Pv 4:23 é a fonte da vida.

f)                 Ai se guarda tudo Mt 15:19,20

g)               Fala-nos acerca de ver a Deus por que isto é motivo de sublime gozo para nós. Jó 19:26; Sl 17:15

h)               Pureza de coração: significa, simplicidade, cristalina, sinceridade diante de Deus e firme resolução em cumprir a sua vontade Jo 7:17

i)                  Esta bem-aventurança, sem as outras, nos enche de desespero; junto com as outras, e em ordem, nos enche da maior esperança. Mas "pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas"? Jr. 13:23; Não as podem mudar; mas Deus pode. Igualmente dá a entender que, enquanto o homem não pode limpar seu coração, Deus pode. Is 1:18

j)                 Compare o que Cristo ensina neste versículo, por meio da relação dessa bem-aventurança para com as outras, com At 15:9, onde ensina que Deus purifica os nossos corações pela fé.

k)                Cristo diz: "Bem-aventurados os limpos de coração porque verão a Deus". O apóstolo diz: "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor", Hb. 12:14. Vede o que se diz mais sobre o coração limpo: I Sm. 16:7; Sal. 24:3, 4; 139:23, 24; 51:10; Tg 4:8.

l)                   Foi dito acerca de certa moça: “Como é linda a sua alma” É comum dizer: O seu vestido é bonito, ou, os cabelos são bonitos. É ainda mais nobre o alvo "de ornarem... a doutrina de Deus". Tt. 2: 10. "Não seja o adorno... o que é exterior... Seja, porém, o homem interior," I Pd. 3: 3-5.

m)             Há um sentido em que podemos ver a Deus agora, Gn. 5:24; 6:9; Êx. 33:11; Is. 6:5... Bem-aventurados os que oram e que tomam parte em todos os cultos domésticos, e nos da igreja, com o alvo de ver a Deus agindo em suas vidas.

n)                É como céu aqui na terra, para os limpos de coração verem, "como em espelho obscuramente", a Deus. Mas será como o céu dos céus contemplarem a Sua face (Ap. 2.2:4, como Ele é. I Jo 3:3

  • o)               Contudo, os impuros de coração clamarão aos montes e aos rochedos rogando que caiam sobre eles, para os esconderem da face d’ Aquele que se assenta sobre o trono, Ap 6:16.

p)               Como Ele não suportara olhar para a impureza deles, assim eles não suportarão a glória da Sua pureza. Hc 1:13

q)               Quanto a mim, contemplarei á tua face na justiça; satisfazer-me-ei da tua semelhança quando acordar". Sal. 17:15.

 

VIII)  BEM-AVENTURADOS OS PACIFICADORES, PORQUE ELES SERÃO CHAMADOS FILHOS DE DEUS; V 9

 

a)               Os pacificadores são os que reconhecem a sua pobreza de espírito, os que choram em Sião", os mansos, os que 'têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração. Esses não somente promovem a paz em tudo que dizem mas em ,tudo que fazem;' a sua própria vida é uma grande influência para evitar brigas, contendas, e divisões. Não criam problemas, mas são promotores da reconciliação II Cor 5:20

b)               Aqueles que possuem as características das seis primeiras bem-aventuranças, e assim exercem enorme Influencia para a paz entre os homens serão chamados ftlhos de Deus. Ef 5:1

c)               Serao chamados filhos de Deus porque têm a Sua natureza. Mt 5:44.

d)               Deus é o Deus de paz, Rm. 16:20. O Filho de Deus é o Príncipe da paz) Is. 9:6.

e)               O Espírito Santo é o Espírito da paz, Gal. 5:22, 23,

f)                  A sabedoria de cima, em contraste com a sabedoria carnal, é primeiramente pura; depois é pacífica, Tg 3:13-18. Deus espera que seus filhos sigam a paz com todos. Hb.12:14; Rm 12:18.

 

IX)         BEM-AVENTURADOS AQUELES TENDO SIDO PERSEGUIDOS POR CAUSA DA JUSTIÇA, PORQUE DELES É O REINO DOS CÉUS; V 10

 

a)                A última das oito bem-aventuranças está repetida, como o sonho de Faraó, porque é de difícil aceitação e porque a aplicação é certa. Parece incrível que os humildes que choram em Sião, os mansos, os misericordios os limpos de coração, os pacificadores sejam odiados pela maioria dos homens. II Tm 3:12

b)               Por que razão não são grandemente estimados? "Todo aquele que pratica o mal, aborrece a luz não se chega à luz, a fim de não serem arguidas as suas mas obras", João 3: 20.

c)               Não pode o mundo odiar-vos, mas a mim me Odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más", João 7:7.

d)               "Não sois do mundo... por isso o mundo vos odeia", Jo 15:18,19; I Jo 3:12,13.

e)               O testemunho dos verdadeiros crentes, e mesmo a sua própria vida, é como repreensão contínua à consciência dos homens carnais, pois expõe seus pecados. Jo 7:7

f)                 O resultado é que a semente da serpente, desde o tempo do justo Abel, persegue a semente da mulher, caçando-a como se fosse fera para matar. "Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos ao fio da espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados, (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra", Hb. 11: 37, 38.

g)                "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos", II Tim. 3: 12.

Porque deles é o reino dos céus (V. 10): Os perseguidos são bem-aventurados, não por causa dos seus sofrimentos, mas porque, aos que têm tal carácter, é dado entrar no reino dos céus. As bênçãos dos céus são para aqueles que demonstram uma vida tão justa que Satanás se encoleriza.

Bem-aventurados sois quando... (V. 11): Note-se a mudança da pessoa do verbo: "sois". A lição do Mestre sobre a perseguição é dirigida mais intimamente aos discípulos; a bênção é mesmo nossa.

Regozijai-vos e exultai (V. 12): Sentimos pena dos perseguidos, mas eles alegram-se com grande júbilo.

Certo crente foi sentenciado à tortura de um torno usado para apertar os dedos polegares das vítimas. Observou um amigo: "Não sei como o senhor sofreu' tanta agonia sem gritar". Replicou o crente: "Quase desmaiei de gozo"!

J. H. Jowett relata como visitou certo homem no leito de morte, sofrendo de câncer. Ao ver o rosto pálido e o vulto definhado, disse-lhe profundamente comovido: "Irmão, estarás brevemente no céu". o moribundo não podia mais falar, mas em um pedaço de papel escreveu: "Faz sete anos que estou no céu';,

Rutherford, encarcerado em Aberdeen, escreveu para um amigo: "O Senhor esta comigo; não me importa o que façam os homens. Ninguém é melhor abastado do que eu. As minhas cadeias são de ouro. Não há pena, não há palavras, não há nada que sirva para descrever a beleza de Cristo".

Madame Guyon escreveu da prisão de Vincennes: "o gozo do meu coração é tal que brilham os objectos em redor de mim. As próprias paredes da prisão são, diante de meus olhos, como rubis".

Os perseguidos regozijam-se e exultam porque a presença do Senhor é grande realidade.

Assim perseguiram os profetas (v. 12): Os profetas tinham todos os característicos daqueles das bem-aventuranças; assim, são os nossos exemplos.

Nem o Velho Testamento e nem o sermão do monte apresentam a lei como o meio de obter a salvação, mas mostram a impossibilidade do homem guardar a lei. Note-se como as bem-aventuranças dos versículos 5 e 8 fecham a porta do reino, mas como a do versículo 3 nos abre essa porta. O sermão do monte em si mesmo é elevado demais para a fraca natureza humana. Tudo é diferente, porém, para aqueles que chegam para conhecer o Salvador no monte. Assim é que podemos testificar que Seu fardo é leve.

 

Conclusão

 

Tais bem-aventuranças não são dadas as pessoas que sofrem por causa das suas próprias maldades ou estultícias I Pd 3:20-23; 4:15,17; II Tm 2:11-13, quando Satanás ataca é sinal que o crente está activo, ele não ataca os inactivos, os ventos fortes tornam os crentes fortes At 3:1; Fl 1:12

publicado por PASTOR MATOS às 23:02
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EVIDÊNCIAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO

JO 20.1-18

 

INTRODUÇÃO

 

A ressurreição de Cristo ocupa uma página importante na história do cristianismo. Ela é o coração da Igreja Cristã. Paulo chegou a afirmar que se Cristo não ressuscitou, tudo é vão, I Co 15.14-19.

 

Contudo, se podemos demonstrar que Jesus de Nazaré ressuscitou dente os mortos, aí sim, o cristianismo assume um carácter de suma importância na vida dos seguidores de Cristo. Sem a ressurreição de Cristo, não poderíamos continuar cristãos.

 

As sete provas da ressurreição de Cristo

 

1. A ressurreição de Cristo é a base do evangelho V. 1 e a força motora do cristianismo, V 14

2. A ressurreição de Cristo é a base da nossa fé, V. 2, sem ela seria vã a nossa FÉ V. 17

3. A ressurreição de Cristo é a base das Escrituras, V. 3,4, Ele deu cumprimento e personificou a palavra dando-lhe vida Jo 1:1-3; 6:63

4. A ressurreição de Cristo é a base da nossa vitória, V. 4, 54,55

5. A ressurreição de Cristo é a base da fé apostólica, V. 5,7; At 2:32

6. A ressurreição de Cristo é a base da Igreja Primitiva, V. 6

7. A ressurreição de Cristo é a base da fé de Paulo, V. 8-11

8. A ressurreição de Cristo é a esperança dos que já partiram e a nossa V 18; I Ts 4:14-17

 

I. PROVAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO O SEPULCRO VAZIO

 

1. As narrativas da ressurreição nos evangelhos principiam com a visita de algumas mulheres ao sepulcro na manhã do domingo de Páscoa. Quando lá chegaram, ficaram espantadas ao descobrirem que o corpo de Cristo havia desaparecido. O sepulcro estava vazio. Cristo ressuscitara!

 

2. Os cépticos tentam afirmar através de algumas teorias falsas que Cristo não ressuscitou e que tudo não passou de um engano. Tentam explicar através destas falsas teorias o que segundo eles aconteceu:

 

a) Em primeiro lugar, afirmam que as mulheres, poderiam ter ido ao sepulcro errado. Segundo eles, ainda estava escuro e elas confusas com aquele sofrimento, poderiam ter cometido um engano:

 

a.1) Para começar, não estava totalmente escuro. Embora, João afirme que as mulheres foram ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, (Jo 20.1, “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida”); Marcos na fala que o facto se deu ao “despontar do sol”, Mc 16.2, “E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, foram ao túmulo”.

 

a.2) Além disso, elas não eram tão idiotas, pois pelo menos duas delas estiveram no local, onde José de Arimatéia e Nicodemos haviam colocado o corpo do Senhor, Mc 15.47, “Ora, Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto”; e ficaram sentadas em frente da sepultura, Mt 27.61, “Achavam-se ali, sentadas em frente da sepultura, Maria Madalena e a outra Maria”. Se uma delas errasse, certamente a outra não erraria.

 

b) Em segundo lugar, há a teoria do desfalecimento: Afirmam que Jesus realmente não morreu. Ele só desmaiou. Contudo, as evidências contrariam tal afirmação:

 

b.1) O testemunho do centurião, Mc 15.44-45

 

b.2) O soldado que lhe abriu o lado com a lança, Jo 19.34, “Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água”.

 

b.3) Poderia Jesus, após tanto sofrimento, ter resistido a trinta e seis horas dentro de um sepulcro fechado e depois ainda encontrar forças físicas para empurrar a grande pedra colocada à porta do sepulcro e que pesava cera de 2 toneladas? Isto sem perturbar a guarda romana? Mt 27:63-66

 

c) Em terceiro lugar, há a teoria de que ladrões de qualquer espécie roubaram o corpo:

 

c.1) Seria difícil enganar a guarda romana, pois que suas vidas estavam em risco. Mt 28:11-15

 

c.2) Se isso tivesse acontecido, não teriam deixado os lençóis.

 

d) Em quarto lugar, há a teoria de que os próprios discípulos levaram o corpo. Os judeus, até mesmo espalharam este boato, subornando os guardas, Mt 28.11-15.

 

d.1) Seria impossível passar pelos guardas.

 

d.2) Se isso tivesse acontecido, como ficaria o factor psicológico dos discípulos? Teriam eles condições de pregar a mensagem do livro de Actos? At 2.23-24. Não só a pregação, mas até mesmo a vida que levaram depois (sofrimento, assassinatos, mortes, etc.). Teriam eles sido tão hipócritas?”.

 

e) Em quinto lugar, o corpo teria sido roubado pelas autoridades romanas e hebraicas, para mostrá-lo ao povo, se os discípulos surgissem com a versão de que Cristo ressuscitara, o que lhes era esperado. Ficaram com medo de alguma trapaça:

 

e.1) Se assim fosse, porque o corpo não apareceu, quando os discípulos começaram a pregar que Cristo havia ressuscitado? At 2:23

 

e.2) Pelo contrário, estas autoridades, recorreram a ameaças, difamações, conspirações e mortes, para reprimi-los. At 4:17; 5:40

 

3. O sepulcro, realmente estava vazio. Cristo havia ressuscitado, aleluia! Lc 24:5

 

 

 

 

II. PROVAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO OS LENÇÓIS

 

1. As narrativas nos contam que o corpo de Cristo, não se achava mais no lugar onde foi posto, mas os lençóis, permaneceram no mesmo lugar, intactos. Vejamos o relato de João, Jo 20:3-7

 

2. Os discípulos viram e creram. O que eles viram? Não foi somente a ausência do corpo, mas a posição dos lençóis.

 

3. Vamos reconstruir um pouco a história: José de Arimatéia solicita o corpo a Pilatos. Nicodemos levou especiarias para o sepultamento. Tomaram o corpo de Jesus e o ataram com os lençóis envolvidos nas especiarias, Jo 19.38-40. Um pedaço de pano, sem dúvidas era colocado sobre a cabeça, Jo 11.44, “Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir”.

 

4. Os lençóis, eram enrolados no corpo, com as especiarias, como se fosse um gesso, na forma de ataduras. O lenço era enrolado na cabeça, deixando a face livre. Não era possível sair daquele casulo, sem mexer na posição dos lençóis.

 

5. Os discípulos viram o que? O lençol estava intacto e o lenço que havia sido colocado na cabeça estava num lugar à parte, Jo 20.6-7. O corpo de Jesus passara por entre as ataduras, sem mexer com a posição delas.

 

6. Os lençóis, foram uma forte evidência da ressurreição.

 

III. PROVAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO OS APARECIMENTOS DO SENHOR

 

1. Todo leitor dos evangelhos, sabe que os mesmos incluem algumas histórias extraordinárias de como Jesus apareceu aos discípulos após a sua ressurreição. Sabemos de dez aparições do Senhor em separado:

 

a) Apareceu a Maria Madalena, Jo 20.11-18.

 

b) Apareceu às mulheres que regressavam do sepulcro, Mt 28.9.

 

c) Apareceu a Pedro, Lc 24.34; I Co 15.5.

 

d) Apareceu aos dois discípulos na estrada de Emaús, Lc 24.13sess.

 

e) Apareceu aos dez no Cenáculo, Lc 24.36-42.

 

f) Apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez, I Co 15.6.

 

g) Apareceu a Tiago, I Co 15.7.

 

h) Apareceu a muitos perto do Mar da Galiléia, Jo 21.1-23.

 

i) Apareceu a muitos no Monte das Oliveiras, Lc 24.50-53.

 

j) Apareceu a Paulo, I Co 15.8.

 

2. Vejam como Lucas descreve em Actos acerca dos aparecimentos, At 1.1-3

 

3. Mesmo com todas estas testemunhas, há algumas explicações dos cépticos que tentam destruir a veracidade das aparições:

 

a) Em primeiro lugar, os discípulos teriam inventado que Cristo apareceu a eles. Se isto fosse verdade, certamente os discípulos teriam inventado uma história muito mais fantástica, como nos evangelhos apócrifos, e não um quebra cabeça de acontecimentos, que os evangelhos produziram. Além disso, jamais teriam incluído Maria Madalena na história inventada, em razão de sua reputação.

 

b) Em segundo lugar, os discípulos tiveram alucinações. A alucinação é a “percepção aparente de um objecto externo, quando este não está presente”. Normalmente, possuem alucinações, pessoas psicóticas e neuróticas, ou pessoas que estão sob efeito de drogas. Não é possível afirmar que os discípulos eram desta natureza. Ainda que admitamos que pessoas normais tenham alucinações, tais alucinações, ocorrem quando elas estão sob forte clima de pensamento exagerado, ou forte desejo íntimo para ver coisas. Isto não ocorreu com os discípulos, pois:

 

b.1) Alguns nem mesmo acreditaram, Mc 16.11, “Estes, ouvindo que ele vivia e que fora visto por ela, não acreditaram”.

 

b.2) Ficaram surpresos e atemorizados, Lc 24.37, “Eles, porém, surpresos e atemorizados, acreditavam estarem vendo um espírito”.

 

b.3) Exemplo de Tomé, Jo 20.24-29.

 

4. Só temos que admitir que as experiências dos discípulos, eram verdadeiras. Cristo ressuscitara e aparecera aos discípulos em muitas vezes, com incontestáveis provas.

 

 

CONCLUSÃO:

 

1. A maior garantia que temos, em termos de cristianismo, é a ressurreição de Cristo. Sem a ressurreição de Cristo, não poderia haver igreja, cristãos, e todo aparato religioso. Servimos a um Deus vivo, aleluia!

 

2. A ressurreição do senhor, nos garantes vida, I Co 15.21-22, “21 Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. 22 Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo”.

publicado por PASTOR MATOS às 22:58
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A CONFISSÃO DE PEDRO

 

Mt 16:13-23

 

Int: Cesaréia significa "(cidade) do imperador (de César)" e estava situada 40 km ao norte de Betsaida em uma das fontes do Jordão, ao sopé do monte Hermom. A qualificação "de Filipe" liga-a ao governador Herodes Filipe, que ampliara esta pequena localidade na fronteira norte do seu domínio para ser sua capital, mudando seu nome em homenagem ao imperador romano. Naquela época havia várias destas "cidades do imperador", entre as quais "Cesaréia à beira do mar" (At 12.19ss). Era uma maneira de pequenos soberanos dependentes de Roma comunicarem sua submissão.

 

I)                 A SONDAGEM DE CRISTO V 13

 

a)               Marcos diz: e no caminho… Mc 8:27, A pergunta é muito pertinente, os conceitos eram os mais variados, ainda hoje é assim.

b)               Jesus sabia perfeitamente o que ia no coração do homem. Jo 2:25

c)               Jesus queria fortalecer e firmar a fé dos seus discípulos. Cl 2:7.

d)               Quanto mais firmes, maiores serão as experiências com o Senhor, para se resistir aos temporais.

e)               As várias respostas, mas a preocupação de Jesus não era o que pensam as pessoas ao seu redor, mas sim o que eles pensavam a seu respeito. V 15

f)                 O mais importante é saber quem Ele é individualmente para cada um de nós.

 

II)             OS VARIOS CONCEITOS V 14

 

a)               Dentro dos vários movimentos existem vários conceitos a respeito de Cristo

b)               Nos Ressulistas: um deus mais pequeno do que o Pai, pois este foi criado. Jo 1:1-3; Cl 1:14-16

c)               Espiritismo: espírito superior

d)               Mormons: foi um grande profeta.

e)               Para os seus contemporâneos, Cristo foi a pessoa mais controversa, duas pessoas ñ pensavam a mesma coisa a seu respeito. Mt 11:19 “ Eis ai um glutão”

f)                 Quando fazia um milagre: enganava o povo Jo 7:12

g)               Para outros, os seus milagres eram pelo poder de demónios. Mt 12:24.

h)               Para João Baptista, Cristo é: o Cordeiro de Deus… Jo 1:29

i)                  Samaritanos: Salvador do mundo Jo 4:42

j)                 Maria Madalena, meu Senhor Jo 20:13

k)               Para Tomé: Senhor meu e Deus meu Jo 20:28

l)                  Para Paulo: tudo subsiste por Ele Cl 1:17

m)            O escritor de Hebreus o chama de sumo-sacerdote, Santo, inculpável, sem macula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus Hb 7:26

n)               Para o Deus Pai, Ele é: o meu filho amado em quem me comprazo. Mt 3:17

  • o)               Para os seres celestiais: Ele é o Cordeiro Ap 5:11,12

p)               Mas para você, o que Cristo é?

 

III)          O RECONHECIMENTO V 15-17

 

a)               A preocupação de Cristo, prende-se com os seus discípulos:

b)               A primeira pergunta fora somente um prelúdio. Em contraste com os "homens", ele agora quer saber: Mas vós, que estáveis "comigo" (Mc 3.14) desde a Galiléia (Mc 15.41), que fostes testemunhas oculares dos meus actos de poder e testemunhas auriculares da minha pregação, a quem expliquei tudo em ensinos à parte (Mc 4.34), quem dizeis que eu sou? Esta pas­sagem mostra que a vocação principal destes escolhidos consistia em reco­nhecer sua identidade para poder confessá-la(Mc 3.14). Dormia neles o poten­cial especial para a confissão do Messias. Pela condução criativa e a pergunta do mestre, ela é atraída para fora. Em condições genuínas de confissão acon­tece mais que uma simples recitação de matéria doutrinária decorada. O Espí­rito Santo proporciona clareza e certeza (Mt 10.18-20; 16.17; I Co 12.3).

c)                Jesus, formulou uma pergunta directamente aos seus discípulos V 15

d)               Esta mesma pergunta se coaduna a nós, quem é Jesus para nós, para ti?

e)                Pedro que falava sempre por todos os seus companheiros. Mt 19:27; Mc 11:21; Lc 12:41; Jo 6:68

f)                 Dá a resposta a Jesus, tu és o Cristo… não era um profeta, era o profeta. Dt 18:15; At 3:22

g)               Era o “ungido” o revestido de poder do E. Santo. Mt 3:16; Lc 4:18,19

h)               O que vinha para andar em toda a parte fazendo bem e curar todos os enfermos. Mt 4:23; At 10:38

i)                  Um simples pescador, conhecia o seu mestre de perto, iluminado pelo Espírito Santo, conhecia a realidade do filho de Deus, mas os grandes da nação, ensinados pelo mundo não o conheciam. I Cor 1:26

j)                  O filho do Deus vivo… assim a sua crença não era num Deus morto mas vivo. Dt 6:4; Mt 22:32

k)               Como muitas Igrejas e até muito populares.

l)                  Jesus o chamou de muito feliz. V 17

m)            A revelação não veio da carne mas de Deus, não veio da carne aperfeiçoada, nem de nascimento nobre, ou adquirido por muitos estudos, mas por revelação divina, este facto foi antes do seu nome ter sido mudado. Jo 1:42; 21:15, foi antes de ele merecer o nome.

n)               Esta é a maior das revelações, reconhecer Cristo como o filho do Deus vivo.

 

IV)         A INVENCIBILIDADE V 18, 19

 

a)               É a 1ª vez que Mateus emprega a palavra Igreja, a 2ª encontra-se em Mt 18:17, cartas apostólicas aparece 112 vezes.

b)               Jesus declara que as portas do inferno não venceram contra a Igreja, através dos séculos o Diabo muito tem lutado contra ela, o livro de Actos mostra como desde o princípio foi perseguida ferozmente, a santa inquisição.

c)               Mas assim como Cristo ao ressuscitar, venceu o poder da morte, e desde então as chaves da morte e do inferno lhe pertencem Ap 1:18

d)               Estamos sujeitos à morte física, mas como o inferno não pode reter a Cristo também não nos pode reter a nós. I Ts 4:14

 

V)             A CONVERSÃO DE PEDRO V 18 (b)

 

e)               A mudança de nome, está sempre associado à conversão. Gn 17:1-3

f)                 Simão, fraqueza, vulnerável como o pai terreno, Pedro, pequena pedra, solidez inabalável.

g)               Pedro não deixou margem para um sucessor, apenas queria que depois da sua morte fossem lembradas as suas palavras. II Pe 1:13-15

h)               Não foi permitido, nem existiu entre eles um papa, ou títulos, tais como papas, cardeais, arcebispos, etc… Mt 20:25-28; 23:8-12

i)                  Pedro nunca reclamou, nem exercitou, tal autoridade, mesmo depois do Pentecostes.

j)                 Não permitiu adoração, At 10:25,26

k)               Foi usado para dar a Iª mensagem no dia de Pentecostes aos judeus, chaves significa autoridade para abrir. At 2:14

l)                  Aos gentios. At 10:34

m)            Se a Igreja estivesse fundamentada sobre Pedro teria caído no Iº século. Gl 2:11-14

n)               Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam, pois assenta na pessoa de Jesus Cristo. I Co 3:10,11; Ef 2:20

  • o)               Assim como a morte não teve domínio sobre Jesus, também não tem sobre os que com ele andam. At 2:24; Ap 1:18; I Ts 4:14

 

VI)         DISCIPLINA NA IGREJA DE CRISTO V 19

 

a)               Os membros faltosos. Mt 18:18

b)               Não é autoridade para absolver pecados.

c)               Jesus ordena o silêncio. V 20

d)               Possivelmente porque o povo não entenderia. Mt 13:10,11

 

VII)      AS GRANDES DOUTRINAS. V 21

 

a)               De acordo com o contexto, trata-se do ensino aos discípulos, não em público (Mc 4.10). O ensino particular era bem conhecido no judaísmo. Nem todos os assuntos eram apropriados para.

b)               Neste caso, o objeto do ensino, bem diferentemente dos costumes judaicos, era o próprio Jesus como o Filho do Homem

c)               A divindade de Cristo Jo 1:1; Gn 1:1; Cl 1:15

d)               A obra expiatória de Cristo.

 

VIII)  A SENSIBILIDADE HUMANA E A FALTA DE DISCERNIMENTO

 

a)               Um pouco antes o Pedro mostra ser um homem espiritual. V 16

b)               Mas neste momento se deixa usar por Satã, Jesus não disse que ele era satânico ou perverso, mas que estava sendo instrumento em suas mãos.

c)               Falta de discernimento espiritual, nós temos duas naturezas que nos acompanham sempre, o alerta. Mt 26:41

 

publicado por PASTOR MATOS às 22:41
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