Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

A PRÁTICA DO PERDÃO

Mc 11:24, 25

 

INT: Como servos e filhos de Deus, devemos aprender a arte de perdoar! Muitos de nossos desentendimentos, frustrações, seriam menos dolorosos se praticássemos o que nos ensina a Palavra do Senhor nesta área tão importante e significativa para a vida da Igreja de Cristo na terra. A falta de perdão nos leva a uma vida vazia, e a perder o melhor de Deus para nós. Sem a liberação do perdão àquele irmão que julgamos nos ter ofendido, esmagado, nossa comunhão com o Senhor fica obstruída, e Suas bênçãos não poderão chegar até nós. Também, ao alimentarmos o “não perdão”, podemos dar lugar à raiz de amargura que nos trará grandes perturbações, além de nos privar da graça de Deus e contribuir com a contaminação de outros irmãos de fé. Assim se posicionou o escritor da Carta aos Hebreus: “...tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”, Hb 12.15.

É como erva daninha, contamina um campo de tal forma que se torna infrutífero.

2. Dada a importância da prática do perdão, cumpre-nos exercê-la, sabendo que estaremos agradando ao Senhor que não olhou para nossas imperfeições, mas demonstrou seu grande amor ao nos conceder perdão, quando éramos ainda pecadores, “Mas Deus dá prova do seu amor para connosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”, Rm 5.8. Precisamos agir tendo o amor de Deus como exemplo, o que nos impulsionará à prática do amor e perdão sem limites! Queremos analisar “Vamos ver Alguns Aspectos Relacionados ao Perdão”:

 

I)      PRECISAMOS PERDOAR SE QUISERMOS GOZAR O PERDÃO DE DEUS

 

a)    Mt 6.12, 14-15, - Observe a instrução do Senhor na Oração Modelo – o Pai Nosso, onde Ele nos orienta a orar pedindo perdão a Deus, “assim como temos perdoado (veja o tempo do verbo – passado, mas que também expressa uma acção contínua) nossos devedores”. Tal posicionamento nos leva a pensar que antes de rogarmos o perdão de Deus pelos nossos pecados, já devemos ter libertado o perdão ao nosso ofensor.

b)    Subentende-se que, ao buscarmos o perdão divino, em nosso coração não poderá haver qualquer sentimento de amargura, rancor, tristeza, ódio, etc., contra alguém! Librem-se da amargura Ef 4:32

c)    A não observância deste princípio nos tornará impossibilitados de pedir e receber o perdão de Deus – “...se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas”. Sl 130:4; Dn 9:9

d)    Não precisamos dizer que ao agirmos desta maneira, nosso relacionamento com Deus fica truncado! Mt 5:21,23

e)    Podemos passar noites a orar, semanas a jejuar, Deus não se move se houver falta de perdão.

f)      Jesus não se refere à ira justa contra os ímpios e iníquos, Ele mesmo se revelou contra o pecado Jo 2.13-17

g)    Ele condena o ódio vingativo, que deseja, de modo injusto, a morte doutra pessoa. Raca é um termo de desprezo que provavelmente significa tolo, estúpido. Chamar alguém de louco, com ira e desprezo, pode indicar um tipo de atitude de coração, conducente ao perigo do fogo do inferno. Ef 4:26,27

Mt 18:23-35, - Ao analisarmos a presente parábola, notamos a incoerência do primeiro devedor, que sob “rogos contundentes” obteve o perdão do rei, mas que em contrapartida, não teve misericórdia de seu “conservo”, que lhe devia uma quantia ínfima, se comparada à sua dívida com o rei. A indignação do rei ao verificar a postura daquele servo, é comparada à indignação do Senhor, que não poderá nos conceder perdão, quando mantivermos uma atitude incoerente de não perdoar nosso ofensor, cuja dívida em nosso favor sempre será insignificantemente menor se comparada à nossa dívida com Deus! Não esqueçamos da incisiva final: “Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão”.

Quando alguém se nega a perdoar fica entre aos verdugos ou atormentadores.

Devemos perdoar do mais íntimo da nossa alma V 35

a)    Não esqueçamos que o Senhor nos perdoou e esqueceu Hb 8:12; 10:17

b)    Ele se apraz a perdoar Is 55:7

c)    Tornou-nos alvos como a neve Is 1:18 

d)    Lançou os nossos pecados para trás das suas costas Is 38:17

e)    Ainda a lança no fundo mar Mq 7:19, o mar tem mais de 6 Km de profundidade

f)       Afasta-os, assim como está longe o oriente do ocidente Sl 103.12.

g)    Desfá-1os como as nuvens que desaparecem Is 44.22).

 

II)   PRECISAMOS PRATICAR O PERDÃO SEM LIMITES Mt 18.21-22

 

a)    Um dos pontos mais questionados está relacionado ao limite do perdão. Foi dentro desta óptica que Pedro se posicionou, quando perguntou: “Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei-de perdoar? Até sete?” eles estavam habituados a perdoar até três vezes, grande fé, pensava o Pedro.

b)    Não raramente certo irmão nos ofende por sucessivas vezes e a mesma questão levantada por Pedro ressurge em nossa mente: “Até quando?”.

c)    Observamos que a resposta de Jesus foi contundente: “Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete”. Isso nos leva a crer que o perdão deve ser praticado sem limites! Ou seja, deve-se perdoar quantas vezes forem necessárias!

d)    Imagine se Deus usasse connosco de uma medida diferente. Quantas vezes pecamos contra Deus durante apenas um dia? Sem levar em conta nossas imperfeições, Deus nos perdoará cada vezes que nós O ofendemos. Basta confessarmos-LHE: I Jo 1.8-9.

 

III)            PRECISAMOS PRATICAR O PERDÃO, TENDO COMO BASE O PERDÃO DE CRISTO Ef 4.32

 

h)    Esta é a medida certa, como Cristo nos perdoou, seu perdão faz parte da obra do calvário.

i)      Cristo é nosso exemplo máximo na questão do perdoar! Na cruz, mesmo sendo injuriado, esbofeteado, espancado, Ele pode orar: “Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem”, Lc 23.34.

j)      Tal comportamento do Senhor somente pode ser observado em alguém que atingiu o mais alto grau na escala do perdão. A mesma atitude de Cristo, pode ser vista também em Estevão quando sofria a agonia da morte, durante seu martírio por apedrejamento: “E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado”, At 7.60.

k)    Descrevendo a atitude de Cristo quando sofria as agressões impostas pelos seus inimigos, Pedro disse: “...sendo injuriado, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente”, I Pe 2.23.

l)      Não espere "sentir" vontade para perdoar. Decida perdoar porque é um mandamento do Senhor.

m)  Se quisermos ser bem-sucedidos na arte de perdoar, precisamos tomar o exemplo de nosso Supremo Mestre! Na fórmula de Paulo, encontramos a expressão “bondosos uns para com os outros, compassivos”. Sem praticarmos a bondade e a misericórdia jamais nos tornaremos aptos para perdoar quem quer que seja.

n)    O perdão somente poderá brotar num coração que olha para o irmão com amor de Jesus! I Jo 3:16; Cl 3.13

  • o)    Temos aqui um texto semelhante ao texto acima. Contudo precisamos destacar nele a palavra “suportando-vos”. Esta palavra vem do termo grego “anecomai (anechomai)” – “sustentar”, “carregar”, “levantar”. Em qualquer dicionário da língua portuguesa temos a seguinte definição para a mesma palavra: “sofrer”, “tolerar”, “resistir”, “aguentar”. Pela definição vista, “suportar”, é vivenciar com equilíbrio situações contrárias, e que estão até mesmo além de nossas forças. Significa, muitas vezes, ser muro de arrimo para o irmão mais fraco na fé (“Ora nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos”, Rm 15.1).

p)    Devemos ter o mesmo espírito de Paulo, quando no exercício de seu ministério sofria as afrontas de seus inimigos: “...somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e o suportamos”, I Co 4.12; I Pe 2:18-24

q)    Devemos sustentar os fracos e sermos pacientes para com eles I Ts 5:10 É um “pedido insistente”, “sério”, “cheio de vitalidade e intensidade”, uma “exortação”, um “encorajamento”, um “apelo”, uma “solicitação”.

r)      O perdão não é um sentimento, é uma decisão e também uma atitude de fé. Perdoar é mais do que desculpar. Vai além do "por uma pedra por cima". O perdão é o dom de Deus que nos faz permanecer no caminho da salvação.

s)    É a capacidade de anular todo ressentimento e rancor por alguém que nos ofendeu.

t)      É dar voluntariamente liberdade ao outro, per-doar.

u)    Os efeitos do perdão

v)    Ao perdoar abrimos o caminho de acesso à Deus - Mc 11.25,26

w)  Ao perdoar demonstramos que ainda existe amor – I Co 13. 4

x)    O perdão deve ser continuamente renovado.

y)    Precisamos ver nossos ofensores como vítimas: Lc 23:34, “Jesus, porém, dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Então repartiram as vestes dele, deitando sortes sobre elas”. Ver ainda At 7:60, “E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu. E Saulo consentia na sua morte”.

z)     Devemos nos tornar "mensageiros" do perdão: Mt 5:9, “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”.

 

IV)            TRATANDO COM O PASSADO

 

a)    Deus apagou nosso passado – Rm 8:1, “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. Ver ainda II Co 5:17, “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

b)    Mas muitos pecados deixam consequências - II Sm 12:9-14, Importância de ser "transparente" quanto ao que já ocorreu.

c)    Não renovar a questão - "águas passadas não voltam mais" Pv 17:9, “O que perdoa a transgressão busca a amizade; mas o que renova a questão, afastam amigos íntimos”.

 

V)   TRATANDO COM AS DECEPÇÕES DO PRESENTE

 

a)    Ferimos nosso cônjuge de forma activa e passiva.

b)    Os ferimos naquilo em que sabemos que erramos com eles

c)    Os ferimos em não atingir suas expectativas

d)    Devemos rever nossas expectativas. O que está "ao alcance" e o que deve ser abandonado por não passar de fantasia.

 

CONCLUSÃO:

 

Exemplo de José, Gn 5.15-21, Assim ele os consolou, e lhes falou ao coração”.

 

- Todos sabemos como foi difícil a vida de José ao ser perseguido pelos seus irmãos ao ponto de o venderem como escravo, banindo-o para longe da casa de seu pai e do seio de sua família. Sem nos deter nos pormenores desta história, podemos ver o coração perdoador de José quando mais tarde, gozando da posição de Vice Rei do Egipto, teve oportunidade de se vingar de seus irmãos, pode praticar o perdão sem quaisquer constrangimentos. No presente texto, seu pai já havia morrido. Agora era sua chance! Porém, José fala de maneira bondosa e misericordiosa aos seus irmãos apreensivos: “Não temais; acaso estou eu em lugar de Deus? Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; Deus, porém, o intentou para o bem, para fazer o que se vê neste dia, isto é, conservar muita gente com vida”. Suas palavras não somente manifestam o carácter perdoador, mas também o carácter benfeitor: “Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei, a vós e a vossos filhinhos. Assim ele os consolou, e lhes falou ao coração”. Eu gosto da expressão “lhes falou ao coração”. O verdadeiro espírito de perdão toca o coração daqueles que pretenciosamente, ou não nos prejudicam e querem o nosso mal. Vivamos o espírito de perdão!

 

APELO:

Amados, vamos hoje com um coração voluntário perdoar a quem nos tenha ofendido, liberta hoje essa preciosa bênção que Deus te deu e pede a Deus para perdoar o teu ofensor.

 

Funchal 14-11-2010

 

Pr. José de Matos

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